antologia da noite em claro

Wednesday, February 08, 2006

Rio de Janeiro

Rio o riso raso
Que o oceano reza na areia
O canto das baleias.

O Rio é um estupro verde.

E eu rio o riso largo
Do óleo amargo da lagoa.
O rio roto, o rio esgoto.

O Rio é um orgasmo negro.

Rimos todos o riso rosa
A rima, o verso e a prosa.
Olha a Mangueira aí, gente!

O Rio mulato sem dentes.

Ri-se todo o Rio
O Rio-Éden
O Rio-Lodo
Na canícula do domingo:
Bingo!

O Rio que corta a minha aldeia
é o que me ultrapassa;
- e me rodeia.

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